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Brasileiros
Antonio Tenório, tetracampeão paraolímpico (Atlanta´96, Sydney´00, Atenas´04, Pequim´08) “Cada dia nadado é um dia a mais que ganho na vida”, disse a nadadora Verônica de Almeida... A mesma frase poderia ser dita pelos atletas de todas as modalidades esportivas dos Jogos Paraolímpicos, um evento com as melhores atrações oferecidas pelo esporte, acrescidas de um ingrediente muito especial: o amor à vida.” (Sérgio Cabral, jornal Lance!, 07/09/08) Talvez eles e elas sejam o retrato mais fiel do que é ser brasileiro. Pois de onde vem essa força dos atletas paraolímpicos brasileiros, que fazem uma campanha excepcional em Pequim? Incrível como mesmo nas piores condições esses brasileiros mostram do que são capazes. As piores condições como a origem social, majoritariamente, mais que humilde e os problemas físicos e/ou cerebrais que carregam. As condições ainda são agravadas porque esse é um país que não respeita os deficientes, que pouco dá facilidades e oportunidades para eles. Eles e elas mal conseguem se locomover pelas cidades, imagina então treinar esportes... Mas não é que mesmo assim esses caras e moças vão lá, não param de vencer e trazer medalhas dia após dia contra países de Primeiro Mundo?! Países onde o deficiente é tratado como cidadão, como o Canadá, Austrália, EUA , entre outros. Os brasileiros paraolímpicos vão lá e arrebentam porque o duro rótulo que pregam neles – deficientes – é uma tremenda inverdade. Deficientes são os que não enxergam a eficiência dessas almas lutadoras que podem tudo. Tudo. “Deficiente é aquele que não consegue mudar sua vida” (Mário Quintana, poeta gaúcho) Escrito por Zé Augusto Aguiar às 22h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A despedida da mais bela campeã
Fofão (7) deixou a seleção hoje. O Brasil perde uma tão nobre campeã Só mesmo uma carreira tão sofrida e batalhada quanto iluminada poderia terminar de forma tão simbólica e especial. Hoje, em seu último ponto, Fofão, a mais vitoriosa levantadora de nossa história, recebeu uma bola difícil mas conseguiu levantar de manchete para o ataque final de Sheila e vitória brasileira. De manchete, do primeiro jeito com que uma criança aprende a levantar. Do primeiro jeito que ela aprendeu, quando ainda era a menina do subúrbio de Lausanne Paulista que pegava três conduções para ir treinar o vôlei que se tornaria sua vida. A menina que foi na época apelidada por seu treinador (um certo Zé Roberto Guimarães...) de Fofão, porque ele achava seu nome, Hélia Souza, complicado para uma atleta, e via semelhança nela com um famoso personagem de histórias infantis. Foi de manchete, e não do jeito mais técnico e eficiente das mãos abertas e dedos tocando-levantando a bola com precisão de pianista. A pianista mágica, que ela se tornou. Foi de manchete porque assim são os gênios do esporte: conseguem acertar e brilhar mesmo do jeito mais simples. Simples e bela também sempre foi a personalidade de Fofão, uma guerreira calada e que “jamais ouvi falando mal de alguém”, como afirmou seu treinador, seu amigo, Zé Roberto. E isso, num mundo tão cheio de vaidades, como o esporte em alto nível, é raro. Uma guerreira que esperou quase a vida toda para mostrar seu valor e sair da sombra da levantadora mais badalada, a bela cheia de personalidade e talento, Fernanda Venturini. Fofão nunca foi musa, nem badalada e ainda passou a maior parte de sua carreira na seleção (iniciada em 1991) na reserva. Também nunca teve um espaço do tamanho que merecia na mídia. Mas o tempo - que tanto pode ser carrasco implacável como a justiça mais bela, para os que tem paciência de esperar - a recompensou. Foi assim que na última chance, Fofão deu seu canto de cisne. O canto dourado da despedida. Na sua última e quinta Olimpíada, em Pequim, numa idade em que a maioria já se aposentou (38 anos), ela liderou o vôlei feminino brasileiro na histórica medalha de ouro, a primeira de uma equipe feminina do país. Liderou é pouco: foi “a alma da seleção” afirmou o treinador Zé Roberto Guimarães. Pois hoje, num pequeno torneio em Fortaleza, Fofão fez sua última partida pela seleção brasileira. E a penúltima bola - o levantamento-passe açucarado para o gol – foi dela, claro. Nos momentos finais do jogo, no banco, Zé Roberto não agüentava a emoção. Como agüentar quando percebia que sua jogadora, líder e ser humano tão grande e digna ia embora? Como agüentar a perda da mulher que era a mestra regente dentro da quadra? Como agüentar se sabia que alguém tão bela e completa, como atleta e gente, iria deixar seu grupo de meninas de ouro, meninas que ela ajudou a unir? A mais bela campeã deixou a camisa da seleção brasileira hoje com duas medalhas de bronze (Atlanta´1996 e Sydney´2000) e uma de ouro (Pequim´2008). Deixou, sobretudo, a gratidão de todos que puderam ter como levantadora e capitã uma atleta nobre como Fofão. Hoje a seleção perdeu uma de suas heroínas mais valentes e grande A lágrima de uma campeã exemplar. Em tempo cada vez mais competitivos e profissionais (leia-se grana de contratos e propagandas polpudas) é sempre duro ver uma heroína de alma amadora nos deixar. É sempre triste perder uma heroína dentro daquela camisa sagrada, a amarela. Ainda mais nesses tempos em que muitos, em outras modalidades, fazem daquela camisa apenas um outdoor para seus negócios e desejos pessoais. Mas falemos de vôlei feminino e lembremos que com elas, aquela camisa é apenas o prolongamento da pele e coração. Como o coração da professora, de vôlei e vida, Fofão. Escrito por Zé Augusto Aguiar às 15h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Superação e beleza é pouco
Pelo pouco que vi, no resumo do site Terra, já foi de emocionar. Aconteceu hoje a abertura da Paraolimpíada de Pequim. A menina bailarina de cadeira de rodas e os atletas que passaram a tocha olímpica até que o último acendesse a pira são de arrepiar. Confiram como são belos os que não desistem no resumo desse site, o único a exibir a Olimpíada dos heróis da sobrevivência e mais que isso, heróis que valorizam demais a vida. Cliquem no link abaixo para ver o maravilhoso trailer da abertura. Vejam até o final, quando acendem a pira de forma belíssima. http://terratv.terra.com.br/paralimpicos/templates/ol_ondemand.aspx?contentId=209794 Escrito por Zé Augusto Aguiar às 21h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Mestres
Este é meu livro novo. Com ele ganhei o 1º Concurso Literário do jornal Lance!, o maior de esportes do país. O livro, dividido em valores (altruísmo, amor, bondade, determinação, cidadania, coragem, determinação etc) traz os exemplos, em lições de vida e valores, de grandes atletas e treinadores do Brasil e Mundo. Estão lá desde grandes mitos do esporte até campeões anônimos e personagens mágicos do cinema. Todos são heróis. Herói pode ser uma palavra forte demais para definir grandes campeões ou perdedores que se reergueram na história do esporte. Mas que outra palavra pode ser fiel a atletas e treinadores que nos inspiraram tanto? Como não chamar de herói Ayrton Senna, Oscar, Michael Jordan, Telê Santana, Paula, Hortência, Taffarel, Steffi Graf, Felipão, Barbosa, Meligeni, Marcos, Rivaldo, Cathy Freeman, Bethany Hamilton, Rocky Balboa, Clodoaldo Silva, entre outros nomes mágicos, reunidos nesse livro? Os heróis do esporte são heróis da vida porque nos legaram a dignidade e o coração que tiveram nos momentos decisivos. Quem quiser comprar o livro, é só entrar no link abaixo e investir apenas 20 pilas. http://www.lancestore.com.br/scripts/produto.asp?p=940&c=415&navega_marca=1&menu_marca=46 Quem quiser ler o prefácio, a introdução e o primeiro capítulo, entra no site da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br) e coloca o nome do livro do mecanismo de busca. Dá pra comprar pela Cultura também. Dêem uma força, moçada! Trechos: “Jogar pelo Brasil era a sua vida. Por causa desse amor recusou seguidos convites para jogar na NBA, nos anos 80, porque perderia sua condição de amador, o que o impediria de jogar pelo Brasil... Por isso Oscar jamais entenderá a postura de atletas que se recusam a defender a seleção por motivos pessoais ou políticos.” “Exibir-se, aproveitar a fama? Jamais. Marta só é estrela dentro do campo, onde explora sua arte em jogadas individuais geniais. Fora dos gramados é uma estrela humilde. Tem total noção de que o futebol feminino brasileiro foi construído com muita luta (contra o preconceito dos homens e familiares, descaso e falta de apoio) e outras estrelas que vieram antes ou junto dela.” “Poucas histórias comoveram tanto como a desse homem bom humilde e ignorante (pouco estudado), com dificuldade para se expressar, que encontra sua única chance no boxe. Rocky Balboa cativou o mundo com sua simplicidade, coração e treinos infernais. “ Escrito por Zé Augusto Aguiar às 07h50 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Verônica Almeida é exemplo de superação Por PAULO ROBERTO CONDE (LANCE!) (A história dessa mulher é inacreditável, força e coração é pouco pra descrevê-la, por isso peguei a matéria do jornal Lance!, leitura essencial para todos)
'Escolhida', nadadora com doença fatal vai disputar a Paraolimpíada em Pequim Seguidas dores nos ombros passaram a incomodar, mais e mais, a vida da então campeã baiana Verônica de Almeida. Em pouco tempo, as dores se agravaram e as articulações da região ficaram estáveis. Nadadora jovem, à flor dos 20 anos, Verônica foi obrigada a se submeter a cirurgia. Que se seguiu de outra. E de mais outras depois. – Quando vi, tinha feito cinco operações nos ombros. Mas meu ombro não parava de deslocar. Fiz fisioterapia. Sem resultado. Aí decidi parar de nadar – afirmou. O episódio relatado aconteceu há mais de dez anos. À época, Verônica nem desconfiava que portava o gene da Síndrome de Ehlers-Danlos, doença rara que ataca articulações e reduz a produção de colágeno do corpo humano. A doença existe em vários graus, e o da nadadora – 7 – é o mais degenerativo. Há dois anos, Verônica pôs fim ao isolamento da água. Por saudade e necessidade. O exercício físico ajuda a conter a ação da síndrome. E se destacou no paradesporto. – Cada dia nadado é um dia a mais que ganho de vida – contou. De fato, cada dia dentro d'água é importante para ela, embora aos poucos ela venha perdendo as articulações – nada apenas com o braço esquerdo e usa cadeira de rodas. Os médicos estimam, dada a gravidade da doença, expectativa de vida entre dois e seis anos. Mas viver com dias contados é uma imposição que não a faz desmoronar. – Sempre digo que fui escolhida por Deus. Tive dois filhos, e não havia registro de portadora que conseguiu dar à luz – disse, em alusão aos gêmeos Marcelo e Bianca. Pequim representará um novo ciclo na vida desta guerreira. Classificada para três provas, ela quer medalha e nova chance de vida. Depois dos Jogos, ela irá a um centro na França, submeter-se a um tratamento inédito da síndrome a partir de uma droga já testada Maratona - Verônica nada 6 mil metros todo dia Para inspirar "Cada dia nadado é um dia a mais que ganho de vida. A primeira reação é achar que acabou. Mas me adaptei. Hoje, acho que minha doença é algo passageiro" Escrito por Zé Augusto Aguiar às 19h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Carol´s Song
Julho. No meio da estrada lembro dela. Faz muito frio a caminho da Cordilheira dos Andes. O ônibus antigo não é muito confortável; o serviço resume-se apenas a um café aguado e doce demais que não dá pra tomar. Sorte que uma canção me faz beber lembranças e o vagar pela estrada amplifica as recordações. Toca The Sound of Silence, o mais belo clássico de Simon & Garfunkel, falando de um mundo em que as pessoas não mais escutam nem olham para os outros, nem se relacionam de verdade. Mas a melodia belíssima e intensa que chama o coração me lembra uma menina determinada de minha escola santista. Uma menina que falava muito mas que um dia deu um pause e começou a lutar com as palavras. Começou a tentar escrever de verdade. Um dia percebi o instante em que ela parou, percebeu e sentiu certo tema que eu dava. Bonito demais foi perceber sua expressão concentrada, sua vontade iluminada. E então ela decidiu mergulhar na aula, nas palavras e dentro dela mesma. Queria que ela tivesse visto a profundidade de seus olhos quando mergulhou. Quando ela encontrou a sua emoção, a sua canção. Canção essa feita de gritos calados da sua alma. Alma transportada com garra para aquela folha de papel, como gotas de chuva a ecoarem no silêncio, “my words like silent raindrops fell, and echoed In the wells of silence”... Gotas que puder ler e das quais me orgulhar, daquelas palavras que traduziram a força de uma guerreira. A balada dessa valente e cheia de vida, Carolina, uma das meninas tão especiais de uma turma que é um álbum maravilhoso. (Continua, Carol, pega um papel e olha pra ele com essa chama e sinceridade que você tem tão forte. Sua canção não pode parar, e logo vou ficar feliz demais por voltar e presenciar a melodia de seu esforço e paixão para viver).
Escrito por Zé Augusto Aguiar às 20h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O que é Robinho
É o ídolo do Santos que forçou a barra para ser vendido à Europa, recusando-se a jogar pelo clube que lhe deu tanto apoio, pelo clube que o formou. É o jogador que seguiu o mal exemplo de Diego e pisoteou o escudo do São Paulo, É o jogador que nunca brilhou na Seleção, a não ser num torneio meia-boca como a Copa América, mas mesmo assim sem jogar nada na grande final contra a Argentina. É o jogador que, vestindo a camisa da seleção brasileira, vendeu antecipadamente a comemoração de um gol, se fizesse, para uma empresa de telefonia celular. Ele fez o tal gol e comemorou com o sinal da Vivo. Como é possível vender a comemoração de um gol, vender um momento que deveria ser de explosão, espontaneidade, alegria e amor? É o cara que, junto com Diego (que duplinha...) raspou a cabeça de todo mundo na seleção brasileira, durante uma Copa das Confederações. A molecagem quase terminou em porradaria quanto tentaram rapar o teto de Rogério Ceni que, logicamente, não aceitou a brincadeirinha ridícula. É o cara que alegou uma contusão para não ir para essa Olimpíada de Pequim e uma semana depois estava treinando normalmente com o Real Madrid. É o jogador que brigou com o treinador do Real, o alemão Schuster (um craque sensacional do passado) e forçou a barra para ser vendido ao Chelsea. É o otário que foi vendido ontem pelo Real não para o poderoso Chelsea, mas sim para o pequeno Manchester City, um time cheio da grana agora mas sem a mínima tradição no futebol inglês e mundial. A única fama desse time é ser o clube de coração dos irmãos Gallagher do Oasis. Só que o pagodinho de mal gosto de Robinho vai dar ânsia de vômito nos grandes irmãos do rock and roll. Otário porque no Manchester City, Robinho vai sumir e se pensava que podia um dia ser o melhor jogador do mundo, agora pode esquecer de vez. Como bem definiu Juca Kfouri, Robinho é um mal profissional, como sempre foi. E Paulo Vinicius Coelho foi mais longe, disse que Robinho não pode ser chamado de homem. Assino embaixo, enquanto a náusea chega forte. A náusea de ter que aturar essas pobres figuras da bola depois de tanta beleza vista no coração dos atletas olímpicos. Escrito por Zé Augusto Aguiar às 13h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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